Venho da casta da raça
Que nos legou este pampa
E perfilhou a estampa
De amor e liberdade
De respeito e lealdade
Que nos marcou a existência
E na pesquisa da ciência
Há de espalhar a verdade.

Hoje parte deste todo
Reparte o sal das feridas
Pra no saleiro da vida
Cicatrizar seus anseios
Gerando nos próprios meios
Libertou rumos seguros
Abertos para o futuro
Em seus diferentes veios.

Quem gastou cascos de fletes
Nas tropeadas da vida
E ligou léguas perdidas
Ao embrião das cidades
Não quedará na saudade
ainda mesmo sólito
Pois atrelou no seu grito
Os brasões da identidade.

A nós coube a herança
De manter o seguimento
Do interior do apartamento
Ao rancho de chão batido
Pra que não fique esquecido
No peito de nossa gente
E aos futuros descendentes
Este coração nativo.

Letra: Otorino Côvolo
Música: Flávio Campos Sartori




 

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